Minha mãe tinha a necessidade de se mostrar e à sua família ao mundo como se fossemos perfeitos. Ela tentava disfarçar os dissabores numa fotografia perfeita. Logo cedo, eu aprendi a esconder os problemas até que estivessem resolvidos e aí, sim, às vezes, eu contava. Uma vez, engoli uma bala dura na escola e fiquei quietinha com aquela dor me machucando a garganta até o mal estar passar porque tinha medo de morrer e desapontar meus pais. Quando me separei, com duas filhas pequenas, só deixei a família saber quando já tinha outro pretendente, com qualidades suficientes para substituir o anterior.