Em Guaxupé, manicure a domicílio, é aquela que a gente pega em casa e depois devolve. E assim foi. Já na volta da fazenda, trouxemos a Dádiva, filha da Diva, que mora convenientemente ao lado da padaria. A mulherada fazendo fila na cozinha. A conversa que dispensa fofoca de revista. Agora com foto no celular, a filha da cunhada do marido da vendedora da Pernambucanas rapidamente identificada. A gente também entregando o ouro que amanhã estará na casa da vizinha. Seis mãos depois, doze na realidade, e dois pés, quatro de fato, tias, sobrinhas e a avó brilhando no esmalte acetinado, recolhem-se as bacias, o algodão, o pano, o paninho, a toalha bordada de flor e ela toma o café com bolo de laranja que estava aguando desde que chegou. Fazemos a conta a lápis no verso da receita medica do meu pai. Somado tudo dá menos do que um pé, dois na verdade, no podólogo de São Paulo. Na despedida, o cachorro finalmente levanta-se e permite que ela movimente a cadeira. Gente, foi um prazer, da próxima vez eu trago o Da Cor do Pecado que ocês gostam. E então, o impasse. O carro parado, ligado em frente ao portão da casa, esperando ela entrar em segurança. E ela, educadamente, aguardando o carro seguir para entrar. Nem seguimos, nem entra. Longos minutos até que a gente se dê conta de que a domicílio, em Guaxupé, é assim.