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A fotografia

Posted on 11 novembro, 2019

Minha mãe tinha a necessidade de se mostrar e à sua família ao mundo como se fossemos perfeitos. Ela tentava disfarçar os dissabores numa fotografia perfeita. Logo cedo, eu aprendi a esconder os problemas até que estivessem resolvidos e aí, sim, às vezes, eu contava. Uma vez, engoli uma bala dura na escola e fiquei quietinha com aquela dor me machucando a garganta até o mal estar passar porque tinha medo de morrer e desapontar meus pais. Quando me separei, com duas filhas pequenas, só deixei a família saber quando já tinha outro pretendente, com qualidades suficientes para substituir o anterior.

 

As unhas

Posted on 20 outubro, 2019

Na manicure. Oxente, Meu Rei. Certeza? Mão Boba é maravilhoso! Sei não. E tá todo mundo amando Ha Ha Ha, é tendência! Olha o Cartão Sem Limite, que ousado! Se é pra ir fundo, prefiro As Inimigas Choram. Ou até Lençol de Seda. Então você vai adorar Papo Calcinha. Ai, Me Belisca, maravilhoso! Já tentou Selfie? Tipo Nunca Fui Santa, mas menos, sabe? Sim. Tem Grama Molhada. E Vinho a Dois? Tá em falta, mas Em Off é igual. Que duvida! Na Traaave é meio exagerado, né? Baguette Me Not parece mais discreto. Ninguém Sabe? Affair? Amante? Queria uma novidade. Experimenta Cata Conchinha! Ah, branco, não! Mocinha e Bandida não é muito a minha cara. Azulcrination fica bom só no pé. Tanta opção, meu Deus! Te Contei? Deixa Beijar. Tenho Que Ter! Ah, passa logo o Xilique que eu nem vou sair esse final de semana.

Na pele

Posted on 28 julho, 2019

Estou passando pelos agentes de segurança no aeroporto de Tel Aviv. A jovem soldado aponta a tatuagem no meu pulso e pergunta, já sabendo, o que a palavra Alegria escrita num dialeto árabe significa e eu respondo em inglês, que é quando ela fica mais bonita, Joy.
É uma palavra curta, banal, sem nenhuma sofisticação intelectual ou interpretação filosófica, escolhida pela minha filha que a tem tatuada também, pelo seu sentido e pela forma com que as linhas curvas são lindamente desenhadas. Havíamos nos mudado para o Rio e achamos que era um jeito bacana de celebrar o momento.
A soldado quis saber o nome da minha filha como se fosse um truque para me pegar no pulo fazendo alguma coisa errada. Não senti medo nem constrangimento. Contei a ela que o tatuador carioca nos sugeriu estender o braço no balcão do Habib’s que o pedido já estava anotado ali: uma esfiha e uma Coca Zero. Sorriu apertando os olhinhos azuis.
Lá dentro, quando o alarme soou e levantei o cabelo para a revista, apareceu na nuca outra tatuagem, essa mais recente, homenageando minha mãe. É o desenho de um quadrado pequeno. Novamente, a funcionária perguntou e eu poderia ter respondido qualquer coisa, que gosto dessa figura geométrica, mais do que do círculo ou do triângulo. Mas me deu uma tristeza tão grande de pensar como minha mãe estaria achando chique aquele rigor todo expresso em outra língua, ela que amava as palavras, que eu expliquei caprichado
como eu e minhas irmãs tínhamos reproduzido uma malcriação. Que quando uma de nós não entendia imediatamente o que estava comunicando, ela fazia um ar crítico e desenhava com os dedos indicadores um quadrado no ar ou sobre a mesa sugerindo que fossemos menos limitadas. Era um momento tenso para a pessoa enquadrada e divertido para a platéia. Chorei. A policial tentou ser solidária e até atribuir mais significados para o nosso gesto, mas eu só queria ir para casa com a minha Alegria e a minha saudade e a minha vida que bastaria ter sentido para mim.

escrever

Posted on 30 junho, 2019

Eu achava que a história estava escondida atrás do que via. Depois, entendi que na maior parte das vezes, o que se vê já é a historia inteira. O que toma tempo é contá-la sem omitir nenhum detalhe da imaginação. Segurar a fotografia e não soltá-la até descrever completamente o que se observou naquele momento. Mesmo o invisível. Sobretudo o incorpóreo. Passam-se dias, anos e ainda encontro alguma coisa que não estava lá na primeira vez. A roupa da mulher morta no varal. O desenho do louco amassado no lixo. O menino na missa com o tênis roubado do outro. Eu vi, mas porque me escapou o escondido, agora tão claro, não pude contá-lo. Um pecado do escritor. Perder a historia procurando o que não viu quando tudo acontece na frente dos seus olhos.

intimidade

Posted on 30 junho, 2019

Apertava a mão da gente com tanta força que, aos poucos, foram desistindo de cumprimentá-lo. Você podia ver de longe a expressão de desgosto e o corpo da pessoa se contorcendo com a mão presa na dele, as palmas gigantes. No começo, ninguém comentava porque acabava esquecendo. Era aquele impacto da dor e em seguida um abraço carinhoso e até o final da conversa ele ganhava o coração da vítima e o mal-estar ficava para trás.
Crianças, tentávamos adiar esse padecimento terrível, um empurrando o outro e torcendo para que talvez o gesto fosse enfraquecendo até chegar a nossa vez. Pior do que a dor era a vergonha. Em sistema de revezamento, enquanto um era torturado, os outros davam risada das caretas. Crescemos educados, enfrentando o protocolo, submetidos ao que nos parecia inevitável. Alguns homens, depois soubemos, tinham desenvolvido um sistema de abrir os dedos de tal forma que suavizava a pressão. Outros já iam para o cumprimento decididos a vencer o adversário e tascavam-lhe um aperto ainda mais forte, mas que, infelizmente, passava despercebido por ele. Por alguma razão, a maior parte dos homens dessa época e local, e aqui vai uma queixa pessoal, tinha a mão mole, descomprometida, que merecia e era estraçalhada dentro da dele.
A primeira a abrir o assunto foi minha mãe. Um dia, voltando de um aniversário, reclamou do cumprimento sacudindo a mão no ar e a gente riu com cumplicidade, como se finalmente fossemos autorizados a comentar o segredo bem guardado de um membro da família. Uma peruca ou a falta de banho.
Fizemos piada sobre a virilidade dele e o aspecto franzino da prima. Algum tempo depois, veio minha avó. Aos noventa, ninguém precisa fingir que é dor a dor que deveras sente. Quando anunciou que não aceitava mais o cumprimento do sobrinho, houve uma preocupação mineira, silenciosa e política, de que a atitude poderia criar um constrangimento na família. A sogra dele, irmã mais nova da minha avó, querendo contornar a situação e ter, ela também talvez, um alívio físico e nada mais, ponderou que alguém poderia explicar com jeitinho que, com a artrite, minha avó já não dava conta desse aperto de mão tão enfático. Com sorte, a desculpa valeria para todos os demais, mesmo os ainda sem artrite. A conversa não andou. Era um homem bom e se ofenderia. Mineiro ofendido nunca esquece e vira estátua de sal. Ele, que fez a pesquisa para a árvore genealógica da família, que organizou a excursão à cidade natal do nosso tetravô e, sobretudo que, por uma fatalidade, era afilhado dela. Apertava e beijava a sua mão. Não era uma possibilidade.
Minha avó escolhia destemidamente as palavras para dizer o que pensava, mas não disse mais nada. Achou a saída quando passou a oferecer o ombro e o rosto ao mesmo tempo, confundindo-o um pouco no início e safando-se definitivamente do incômodo. Fomos observando o sucesso daquele jogo de corpo e, como ela, passamos a esticar o pescoço de longe e beijá-lo antes de qualquer chance do uso das mãos. Os homens, aproveitando a deixa, partindo direto para o abraço. Uma revolução nos costumes. Parece que o primo não achou ruim. E a prima até engordou um pouquinho.

Segundo tempo

Posted on 16 junho, 2019

No sonho, uma infinidade de troncos desce as corredeiras de um rio. Alguns se enroscam em plantas verdíssimas nas margens agitando o corpo por um momento, mas a força da água os devolve para junto dos outros que, alinhados em uma jangada longuíssima e desamarrada, seguem em direção ao precipício que eu não vi, mas posso jurar que havia. Cumprem silenciosos e condescendentes o seu destino, são todos iguais, parecidos, não há o que esperar de nenhum deles. Mexo a cabeça, o travesseiro vai para o chão. Sei que é iminente o meu mergulho sem volta, sozinha, na companhia de tanta gente. Sou um tronco pendurado na beirada, metade no ar. Gosto do que vejo quando olho para trás, do que ficou para trás, o rabo do tronco apoiado na terra e mesmo do que vejo à frente, voando, sem chão. Por que não posso ficar assim é a pergunta que levanta comigo pela manhã, ainda atormentada com a terrível visão dos troncos levados pela água. Sinto raiva dessa subserviência à realidade, dessa obediência aos desmandos do tempo. Do alto, de onde assisto a cena, dentro e fora dela, considero as alternativas. O mais provável e o que já se dá, será entregar-me à lei natural, deitar-me nesse grande tapete coletivo e me deixar levar para onde, afinal, vamos todos terminar. Há uma enorme pilha de troncos úmidos, pingando, recém saídos da água, muitos outros chegando e aos poucos transformando-se em corpos velhos, sem rosto, sem referencia, sem individualidade, sem aconchego ou privacidade. Estou angustiada, aperto o maxilar a ponto de doer, e me ocorre fugir pela inventividade, pela ficção, pela negação, pela loucura, pelo sonho no sonho, tentando me convencer de que o rio me levará para o mar aberto e lá, na imensidão conhecida, boiarei feliz sob o sol até que as ondas me deixem na praia que escolherei. Mas, então, essa possibilidade vai depender da minha capacidade de defesa e não saberei mais quem sou na hora do julgamento. E minha mãe, na pilha de troncos, não intercederá por mim.

Solidão

Posted on 24 maio, 2019

O louco nunca está sozinho. Ele tem aqueles amigos todos conversando na sua cabeça, uma festa ininterrupta. Mesmo quando ele apaga a luz e deseja dormir, aquela gente não vai embora, não pára de falar. Todo mundo tem medo de estar sozinho. Mas os loucos, eles vivem nas cabeças de outros loucos, tratando de nunca deixar a festa acabar porque a festa é a garantia da companhia. Uma vez, há muito, ficou um silencio danado na sua cabeça e ele se desesperou. Fez força para lembrar os rostos, as vozes, apertou os olhos, chamou, chamou e não apareceu ninguém. Foi o maior medo da sua vida. O de sobrar só ele no mundo. Quis entrar na cabeça de alguém. Pegou o martelo e deu com força, abriu a cabeça do amigo e, que desastre, não tinha ninguém lá!

Culpa da NET

Posted on 14 abril, 2019

Por engano, a NET cortou o fornecimento de casa. Explicaram assim, nem pediram desculpas nem nada e pronto. Queixo-me para o bispo e ele manda que eu reze muito, essas coisas de outro mundo acontecem a quem vive em merecida culpa. Sou eu. Fiquei tão nervosa quando percebi que não tínhamos acesso à internet que paguei duas vezes, uma no debito automático, eu sempre devedora de mim, e outra na aflição do momento. Pagaria outras tantas se não fosse minha filha interferir e jurar que a culpa não era minha. Coisa de Minas. A tia e minha avó, já na faixa dos noventa, foram atropeladas por um parente distante que manobrava o carro distraído. Um tranquinho de nada, mas suficiente para derrubar as duas, braços dados, sacos de pão e broas e biscoito de polvilho esparramados pelos paralelepípedos. Assim que liberadas pela Santa Casa, a tia despencou à pé, subindo e descendo ladeiras, até a casa do parente para se desculpar pelo transtorno todo, o susto, um rapaz tão bom, tão educado.
Sem internet, sobretudo sem Netflix, estávamos aquela noite como duas drogadas em tratamento, batendo cabeça pela casa, quando ela teve a idéia de irmos até algum restaurante para um combo, comermos e baixarmos um filme no Ipad. Achei sofisticadíssimo o programa e topei. Não sem antes ligar para o lugar e checar se tinham internet. Ela riu muito. Podia não ter, uai. Pedi uma porção de bolinhos de arroz e cerveja para garantir a extensão do jantar. Ficamos meia hora olhando o cardápio que já conhecíamos e, então comemos lentamente, coordenadas com o tempo do filme. Perguntei varias vezes se estava rolando e me comportei como se ela escondesse uma bomba na mochila. Pisquei para o garçom. Elogiei exageradamente a comida. Ainda pedimos sobremesa para descarregar dois episódios da série que seguimos, caso o filme não fosse bom. Cheguei em casa suada de tensão o que, somado à cerveja, me derrubou nos primeiros minutos do filme. A NET jurou que voltaria no dia seguinte, mas claro que era mentira. Incrível como esse povo não fica com a consciência pesada.

O papagaio

Posted on 9 abril, 2019

De repente, o silencio reflexivo do terapeuta foi atravessado por um cacarejo de galinha solta no pátio. Estico o olho para fora querendo ouvir novamente para me certificar. Imagino a galinha ciscando de um lado para o outro na sala de espera, rio sozinha e me ajeito pela primeira vez naquela poltrona. A casa que abriga a clínica tem uma frente pequena, mas o terreno inclinado corre longo para os fundos e termina pendurado com metade do corpo para fora. As salas de atendimento estão distribuídas por três andares, algumas com terraço e portas duplas de madeira de onde se veem outras casas esparramadas lá embaixo com quintais grandes e mal cuidados. Em pouco, outro longo cacarejo melancólico. O terapeuta segue como se nada, sem perder o fio da meada. Cismo. Serão as galinhas da fazenda em Guaxupé resgatadas pela memória afetiva na sessão? Discutimos os casamentos atuais com filhos de pais e mães diferentes vivendo juntos e emoldurados numa fotografia clássica de família. Lembro a historia de amigos em segundo casamento que contrataram uma babá para cuidar que seus filhos adolescentes, meninos e meninas de idade aproximada, não se envolvessem de forma não fraternal entre eles. O final da frase foi encoberto por latidos agudos de um cachorro. Olho rápido para o terapeuta checando a situação. Sem se alterar, pergunta sobre os pais das minhas filhas. Volto. Seguro as palavras com cuidado tentando ser objetiva para garantir a veracidade dos fatos já sabendo que, no meu caso, a mentira vem dessa forma também. Os ganidos recomeçam com força e dor. Ou o cachorro foi atropelado ou um leão lhe arrancou a perna. Ninguém vai fazer nada, meu Deus? Viro a cabeça inteira e dou com um céu azul impassível, na volta, os olhos dele, azuis também, encontram os meus e me cobram. O que se passa lá fora deve ficar lá fora. Tento me manter inteira na sala e continuar o raciocínio sobre as meninas, com mais avós do que uma arvore genealógica pode carregar e a quantidade de compromissos que uma família multiplicada por três casamentos acarreta. Ele faz que vai comentar, mas com o dedo nos lábios, pede silencio e anuncia: daqui a pouco, a criança vai chorar. E então, o choro mole de um bebê se instala. Daqueles que a gente não sabe se sente pena ou quer matar. Ficamos ouvindo por alguns minutos o som repetitivo, com engasgos para tomar ar e tudo. Ele com a cabeça baixa, como se concentrado, eu disfarçando o pânico. Preciso reagir da melhor forma possível, penso, deve ser um teste e eu tenho que passar senão nunca mais saio daqui. Quando o bebê dá uma trégua e o analista ensaia retomar a conversa, arrumo coragem e pergunto o que é tudo aquilo, a galinha, o cachorro, agora o bebê, que ele já sabia que vinha. Conta que é o papagaio de um vizinho. Tem outras personas também, faz a gargalhada de um Exu, a mulher chamando para o almoço, os lixeiros gritando. Não podemos controlar tudo, sorri.
Penso, otimista, que a síndrome de papagaio, que até agora chamei de complexo de Zelig, é uma definição mais simples e natural para a minha necessidade de entender profundamente o outro, tornando-me o outro. Acho que não vou tratar.

Bidu

Posted on 9 abril, 2019

Vinham em silencio no carro, pai, mãe e filho, e foi quando de um tranco surgiu o cachorro. Não deu tempo de nada. O bicho atravessou a rua em disparada como se fugindo ou perseguindo, sem atenção ou interesse noutra coisa que não alcançar o que procurava. Não gritou. Ficou imóvel sangrando. Desceram do carro assustados, tocaram de leve o corpo e correram a pedir ajuda para o cachorro de pelo curto, branco e cinza, de uma raça que até hoje, pelo peso da culpa, tratam de não conhecer. Desorientados, foram a uma oficina mecânica, a uma padaria, à casa lotérica, não conseguiram socorro a tempo. O animal foi a óbito ali mesmo junto do pneu ainda quente. Recolheram-no e seguiram sem dizer nada, o bicho estendido ao lado do filho no banco de trás. O canavial da pequena cidade acompanhando o trajeto tinha um apelo aberto e escondido. Abriram uma cova, cobriram-na e partiram com o peito apertado, mas já concluindo que atropelar um cachorro era melhor do que atropelar uma pessoa, que o cachorro tinha se suicidado ele mesmo, que Deus é que escolhe hora e lugar para chamar companhia. Na manhã seguinte, a mãe no supermercado comprando Qboa e um cartaz em papel sulfite pregado na entrada com a foto do cachorro e o nome que lhe pareceu acertado: BIDU. Chegou perto, anunciavam o sumiço e ofereciam recompensa para quem soubesse do paradeiro daquele que era “como um filho para a viúva solitária”. Voltou para casa apressada sem a Qboa para dividir a notícia com a família. Não fariam nada até segunda ordem. Um grupo de quase 30 pessoas já tinha se organizado na internet e trocava informações contraditórias sobre o sumiço do cachorro. Um jurava tê-lo visto na cidade ao lado, o outro suspeitava de um vizinho com cachorro novo nas cores do Bidu, um terceiro lembrou que a carrocinha circulava incógnita na periferia a recolher cachorro para fazer sabão. Os possíveis culpados amaldiçoados em comentários raivosos. Solidária, a radio repetia o pedido da viúva de ter seu companheiro de volta “a qualquer preço, dentro das suas possibilidades.“ Alguém anunciou que o Bidu teria aparecido em Goiânia. Boato falso. A família recolhida dentro de casa pressentia uma invasão de cidadãos enfurecidos. Sonhavam com o cachorro morto, com a viúva doente, com urubus sobrevoando a casa a entregar os criminosos. Cartazes se multiplicando em postes e muros da cidade. Já não tinha volta. Já não podiam ser os inocentes atropeladores de um mártir. Não comentaram o assunto no almoço, no jantar, no café da manhã. Bidu nunca mais.